André Mendonça

André Mendonça

Entrevista à revista Portugal Inovador

 O Centro Veterinário de Nogueira celebra em Maio o seu primeiro aniversário. Em apenas dez meses, já conseguiram mudar muitas vidas.

 A 12 de maio de 2014, André Mendonça e a sua esposa abriram um espaço próprio. Assim, com conhecimento e experiência de oito anos no ramo da medicina veterinária, André Mendonça criou o Centro Veterinário de Nogueira. Procurando uma atividade que lhe agradasse, Carla Mendonça viu neste projeto uma boa oportunidade para trabalhar com animais que tanto gosta.

André Mendonça falou-nos sobre a sua experiência no âmbito da Medicina Veterinária: “Exerço a atividade, essencialmente, em cavalos de lazer e desporto, percorrendo o Norte do país diariamente”. Para trabalhar na clínica, e o auxiliar no exigente trabalho, convidou o seu colega e amigo Marcos Silva, sendo também assistido pela colega, Sara Dias.

O entusiasmo com que falam do setor e encaram o mercado esteve presente ao longo de toda a conversa, sendo de referir que assumem “ainda não ter encontrado nenhuma história negativa em Nogueira”. “Pelo feedback que temos tido, o cliente desta região de Braga é bem informado e dispõe-se a fazer o melhor pelo seu animal, que faz parte do agregado familiar e não é de qualquer modo excluído”, indica André Mendonça, acrescentando que este facto demonstra o papel importante da sensibilização para o aumento dos cuidados a ter com os animais.

A usurpação de funções por parte das farmácias foi um assunto discutido, mas que os nossos entrevistados rapidamente negaram ter conhecimento da existência dessa situação em Nogueira, embora saibam que tal acontece noutras zonas da cidade (periferia): “Talvez pelo fato dos clientes levarem os medicamentos daqui, não temos qualquer conhecimento de casos negativos. Inclusive, as farmácias têm indicado o nosso espaço aos seus utentes sem sequer nos conhecerem”, afirmam. Marcos Silva acrescenta que, havendo uma panóplia tão grande de medicamentos para a saúde animal, cada clínica devia ter um dispensário dos mesmos.

Sara Dias, formada em medicina veterinária em dezembro de 2014, tem já uma opinião formada sobre o excesso de formados na área. “Vendo a facilidade de pedir transferência de cursos, aliado ao facto de existirem tantas vagas nas sete universidades existentes, não é de admirar que exista um excesso de formados”, comenta.

Quanto às especialidades, André Mendonça defende a sua existência, pois conhece “verdadeiros profissionais que dedicam toda a sua sabedoria apenas a uma área, que merecem reconhecimento e remuneração pelo trabalho fantástico que fazem”.

Para concluir, o médico veterinário indica que o futuro “passa por adquirir mais conhecimento e formação para servir melhor”, já Carla Mendonça acrescenta que pretendem “dar o máximo de anos de vida possível aos animais, para que as famílias vejam a importância desse ser no agregado familiar”.

 

 

Assinar este feed RSS